Brasa de Pôr do Sol
Leve, quase translúcido. Cereja fresca, casca de laranja e um fundo de terra molhada. Servido levemente abaixo da temperatura ambiente — pede um segundo gole antes de você entender.
Wine bar & adega de naturais · Pinheiros, São Paulo
Uma carta de vinhos naturais servidos às cegas, garimpados em vinhas pequenas que ninguém vende no supermercado. Aqui ninguém lê rótulo antes de provar.
A curadoria
Vinho natural é uva fermentada sem pressa e sem maquiagem: nada de leveduras de laboratório, nada de aditivos para mascarar um ano ruim. O que cabe na taça é o que o terroir entregou — terra, chuva e a mão de quem prensa o próprio cacho.
Garimpamos cada rótulo em vinhas pequenas, de produção contada em centenas de garrafas. Quando a última for servida, ela não volta. Por isso provamos antes de nomear: a descoberta vem primeiro, a marca depois.
A carta por dose
A carta gira toda semana conforme o que chega das vinhas. Tudo o que está aberto pode ser servido em dose — você prova, decide e leva.
Leve, quase translúcido. Cereja fresca, casca de laranja e um fundo de terra molhada. Servido levemente abaixo da temperatura ambiente — pede um segundo gole antes de você entender.
Tânico e desconcertante. Damasco seco, casca de maçã e chá preto. O vinho que mais divide a mesa — e o que mais volta na segunda taça.
Turvo de propósito. Pêssego branco, flor de sabugueiro e uma salinidade que pede um peixe. Fresco sem ser tímido.
Borbulha irregular, viva, quase rústica. Maçã verde, fermento de pão e uma graça que abre qualquer noite. Engana de tão fácil.
Encorpado e meio selvagem. Amora preta, pimenta e couro. Uma vinha de oitenta garrafas no ano — quando acaba, vira história.
Cor de pele de cebola, seco e seríssimo. Morango selvagem, casca de limão e um final mineral. Rosé de gente grande.
E mais seis rótulos abertos só na noite — pergunte ao sommelier o que está na vela hoje.
O encontro
Âmbar de Vela · laranja
O tanino do laranja corta a gordura do queijo; o mel devolve o doce que o vinho não tem. O encontro que mais converte quem chegou cético a vinho natural.
Brasa de Pôr do Sol · tinto leve
Vinho leve não some diante do prato terroso: a acidez levanta a polenta, o cogumelo ecoa o fundo de terra molhada do Pinot. Outono na taça e no prato.
Pét-nat da Garrafeira · espumante
A bolha rústica do método ancestral limpa a fritura entre uma mordida e outra. Comida de boteco, vinho de garimpo — a harmonização que ninguém espera e todo mundo repete.
Com o sommelier
Cinco taças, nenhum rótulo à vista. Você prova, anota o que sente e só no fim revelamos uva, terroir e produtor. Mesa para até dez pessoas, com Helena Marchetti conduzindo.
Cinco vinhos de maceração, do mais tímido ao mais selvagem.
Pét-nats de pequenos produtores, da mais seca à mais frutada.
Uvas que amadurecem devagar, em vinhas de altitude.
Os rótulos mais raros do mês, antes de saírem da carta.
Receba em casa
Nossa curadoria escolhe, descreve à mão e envia. Você recebe as fichas de degustação, sugestões de harmonização e desconto na taça quando vem ao bar. Cancele quando quiser.
Iniciante
R$149/ mês
2 garrafas selecionadas
Mais escolhido
Garrafeira
R$289/ mês
4 garrafas, sendo uma rara
Garimpo
R$520/ mês
6 garrafas, curadoria fechada
O espaço
Ocupamos um sobrado de 1932 em Pinheiros: pé-direito alto, tijolo aparente e uma adega climatizada que você atravessa para chegar à mesa. Sem cardápio plastificado, sem playlist de algoritmo — só conversa, vela e a garrafa que o sommelier achou que era a sua cara.
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