Querida,
se você chegou até aqui, eu já sei algumas coisas sobre você. Sei que você se importa muito. Imagino que costuma deixar o seu próprio cuidado por último. E que talvez faça um tempo que ninguém te faz a pergunta certa.
Então deixa eu fazer, mais uma vez, antes de fechar este caderno: como você está, de verdade?
Não importa em que tempo você esteja — esperando, na reta final, logo depois do parto, ou meses adiante naquele puerpério que parece já ter passado. Você também importa. Não só como mãe. Como você. E o meu cuidado não termina no parto: ele continua, com carinho, também onde a maioria costuma parar.
Quando quiser, estou aqui. Sem pressa, sem julgamento.
Eu fico.
Camila